O que é e como funciona a CRIPTAM?

O projeto CRIPTAM consiste em uma quebra de paradigma em relação a preservação de ecossistemas.

É muito comum, especialmente na Amazônia, encontrarmos áreas rurais privadas muito grandes, algumas com 200, 300 mil hectares, de difícil acesso e, ainda que tenham valor elevado de mercado, apresentam liquidez muito baixa.

Observa-se, ainda que proprietários de tais áreas encontram-se, por muitas vezes, em dificuldades financeiras, mesmo possuindo um patrimônio imobilizado grandioso.

Em momentos de crise tal patrimônio acaba sendo objeto de cobiça daqueles que não se interessam pela preservação do ecossistema, mas da exploração de sua riqueza.

Neste sentido, um dos principais desafios que precisa ser superado é a quebra do paradigma de que o desenvolvimento econômico está ligado à degradação, tal como verificamos quando fazendeiros devastam maciços florestais naturais visando a criação de gado, plantação de commodities agrícolas ou exploração ilegal de minerais.

O cálculo realizado por um produtor rural é muito simples e ao mesmo tempo simplista: Geração de lucro da floresta versus o resultado auferido com a criação de gado ou plantação de commodities.

Por desconhecimento, muitas vezes, tais produtores optam pela degradação, uma vez que não imaginam o potencial de rentabilização que uma floresta em pé pode trazer à sua operação rural, especialmente em biomas como a Amazônia.

Entendendo os inúmeros benefícios trazidos pela inovação, CRIPTAM desenvolveu um modelo que combina o melhor de duas propostas econômicas:

– Economia da Floresta em Pé

– Economia Digital

Economia da Floresta em Pé

Estudo realizado pela Natura e compartilhado em seu site demonstram claramente o benefício de manter-se a floresta, conforme transcrevemos abaixo:

“Por meio de estudos do retorno financeiro do comércio da madeira Ucuuba, descobrimos que a safra anual de uma ucuubeira preservada gera uma renda três vezes maior para as comunidades da floresta do que a exploração madeireira. Isso porque, no lugar da derrubada – que só acontece uma vez e rende entre R$ 10 e R$ 20 por árvore -, a extração de sementes pode ser feita por dez anos no mínimo. 

Ao compartilhar esse conhecimento com os produtores rurais locais – e passando a comprar sementes deles -, mostramos que a floresta vale mais em pé do que derrubada.

A Ucuuba – e sua linha de produtos – é um dos exemplos dos ativos vegetais que compramos de comunidades amazônicas a partir do lançamento da marca Ekos, no ano 2000. No fim de 2018, havíamos superado em 50% a meta de gerar R$ 1 bilhão em volume de negócios, entre 2010 e 2020, na região. O valor acumulado alcançou mais de R$ 1,5 bilhão.”

Este é apenas um exemplo prático do extrativismo racional, de produtos florestais não madeireiros, mas existem outras inúmeras possibilidades, tais como pesquisas científicas, extração de óleos, princípios ativos medicinais e etc.

Talvez a principal riqueza de todas está no mundo desconhecido da microfauna escondida na forma de fungos, bactérias e outros organismos presentes no oco dos troncos, solo, leito dos rios – minúsculos e ocultos, mas não menos importantes ao equilíbrio ecológico e à qualidade de vida humana.

Há ainda a possibilidade de certificação das propriedades para a geração de créditos de carbono, sistema de compensação de emissões, que pode fazer parte da renda de uma propriedade rural preservada.

Acontece que, para qualquer movimento desse tipo, é necessário investimento maciço, pessoal especializado e interesse do proprietário em realizar tais atividades.

Economia Digital

Em 2009, quando Satoshi Nakamoto publicou seu famoso whitepaper, um novo movimento mundial fora iniciado, o da economia digital baseada em Blockchain.

O Bitcoin é o instrumento mais famoso da economia digital inaugurada por Nakamoto, mas, sem dúvida nenhuma, há potencial muito maior por trás da Blockchain.

Utilizando a Blockchain inúmeros problemas da sociedade podem ser solucionados, como a corrupção, a desigualdade social, degradação do meio ambiente, entre outros.

Neste sentido, a tokenização de ativos, que se refere ao processo de emissão de uma representação digital em blockchain de um ativo real negociável, apresenta um potencial enorme de causar mudanças significativas em vários setores.

Dentre os tipos de tokens existentes no mercado, destacamos um em especial, o Utility token, o qual dá ao detentor acesso a um produto ou serviço.

Algumas características revestem a economia digital baseada em blockchain de importância, dentre elas a questão da segurança, rastreabilidade e o alcance mundial se destacam.

Quando a magia acontece.

Quando realizada a conexão entre a Economia da Floresta em Pé com a Economia Digital baseada em blockchain a magia acontece.

Por meio desta conexão é possível emitir tokens relacionados a serviços de preservação de ecossistemas inteiros, inclusive a cultura de povos nativos, gerando uma significativa melhoria na qualidade de vida das pessoas.

O QUE É A CRIPTAM?

A CRIPTAM é um utility token que dá início a um novo mercado no Brasil, o mercado revolucionário dos Criptoativos Ambientais.

Segundo Paiva Sobrinho et al (2019) “Criptoativo ambiental é um tipo de criptoativo delineado para incentivar a adoção de ações que visem a conservação dos ecossistemas e que podem gerar aos seus portadores benefícios expressos monetária e/ou não monetariamente.”

Esse Criptoativo Ambiental representa um conjunto de benefícios gerados pelas áreas de conservação privadas, tais como, manutenção da biodiversidade, absorção de gás carbono, redução da erosão do solo, subsistência de comunidades indígenas que habitam a região, entre outros.

Esses benefícios também são conhecidos por serviços ecossistêmicos, pois, são gerados pela natureza protegida pelos proprietários de RPPN – Reserva Particular do Patrimônio Natural.

moeda criptam
Modelo de Negócios CRIPTAM

O projeto CRIPTAM atua nos três fatores centrais na medição da sustentabilidade e do impacto social de um investimento em uma empresa ou negócio: Ambiental, Social e Governança.

Meio ambiente

Sob o ponto de vista Ambiental, CRIPTAM atua na seleção de áreas privadas e elaboração de projetos para preservação de espécies vegetais, animais, micro-organismos, cursos d’água, cultura regional e ancestral.

Social

No aspecto Social, CRIPTAM desenvolve projetos de saúde e saneamento básico, educacional, geração de energia renovável, geração de renda, extrativismo de sustentabilidade dentre outros.

Governança

A Governança tem papel fundamental no projeto CRIPTAM, pois é por meio dela que o criptoativo se consolida como um veículo viável de atração de capital e desenvolvimento de projetos sociais de preservação.

Para que uma área seja destinatária dos recursos de CRIPTAM é realizado um processo que contempla as seguintes fases:

  1. Seleção da área: imóvel privado, com área superior a 40 mil hectares, situado na região Amazônica, devidamente registrado e sem conflito agrário.
  • Acordo de aquisição: o proprietário do imóvel assina um memorando de entendimentos com CRIPTAM, no qual estão previstas as condições de aquisição do imóvel.

Neste acordo consta, inclusive, a obrigatoriedade de transferência da área, após adquirida por CRIPTAM, para o patrimônio de uma Fundação que administra os projetos relativos às áreas.

CRIPTAM destina para a aquisição da área até 30% dos recursos provenientes da venda total dos criptoativos.

  • Projeto de carbono: CRIPTAM desenvolve (diretamente ou por meio de parceiro especializado) o mapeamento da área visando a certificação da área para emissão de créditos de carbono.
  • Solução de Serviços: com base no mapeamento realizado, CRIPTAM desenvolve um pacote de serviços ESG voltados para a área em específico.

A solução de serviços estabelece todas as ações, define prioridades, assim como estabelece prazo para de duração do projeto.

Exemplificativamente, são alvos de aporte projetos de:

– Manutenção da floresta em pé e sua biodiversidade;
– Repovoamento de espécies da flora e fauna nativas;
– Combate a queimadas;
– Desenvolvimento de projetos de extrativismo de produtos florestais não madeireiros realizados pela comunidade local;

– Construção e manutenção de escolas e postos de saúde;
– Manutenção de templos religiosos;
– Implantação de projetos de energias renováveis (biogás e fotovoltaico);
– Implantação de projetos de saneamento básico;
– Projetos de pesquisa científica e registro de patentes, conforme plano de manejo;
– Projetos de preservação das culturas indígenas das etnias da região.

Para cada projeto é estabelecido um padrão de equivalência de conservação (tendo como parâmetro protocolos e relatórios da ONU e B3) entre os serviços prestados e cada unidade de CRIPTAM. De tal forma que as empresas que adquirirem CRIPTAM sejam capazes de demonstrar tal atividade em seus relatórios de sustentabilidade e compensar as respectivas pegadas ambientais.

A Fundação adere ao Pacto Global e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Anualmente serão emitidos certificados aos detentores de CRIPTAM, de tal forma que empresas poderão registrar em seus relatórios de sustentabilidade ambiental suas ações de preservação, cumprindo com suas metas de desenvolvimento sustentável.

  • Fundação: Uma Fundação é criada para cada projeto, a qual deverá conter em sua diretoria executivos com amplo conhecimento no setor ambiental e financeiro, além de conselhos técnicos e fiscais. Além de moradores nativos da região que farão a gestão da área e dos recursos transferidos.

O Ministério Público Estadual é parte integrante da Fundação, especialmente na fiscalização dos trabalhos realizados, assim como da gestão dos recursos a ela transferidos.

A Fundação adere ao Pacto Global e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.

  • Acordo de cooperação: É celebrado um acordo de cooperação entre CRIPTAM e a Fundação. Este acordo estabelece os parâmetros para a transferência de propriedade da área, assim como dos recursos provenientes da venda dos criptoativos.
  • Emissão dos criptoativos: CRIPTAM desenvolve e faz a emissão dos criptoativos. Tendo por base de precificação o tamanho e o mapeamento da área, sua riqueza e desafios de implantação da solução de serviços construída. Uma vez emitidos, os criptoativos são colocados no mercado para aquisição daqueles que tenham interesse na redução de suas pegadas ambientais.
  • Transferência dos recursos à Fundação: A transferência dos recursos, oriundos da venda do criptoativo, de CRIPTAM para a Fundação, se dará mediante a apresentação de relatório de conformidade apresentado por auditoria independente contratada por CRIPTAM.

O relatório deverá demonstrar os avanços em cada projeto realizado pela Fundação, devendo estar em consonância com a solução de serviços criada para cada área.

Serão destinados à Fundação 36% do valor total arrecadado com a comercialização dos criptoativos.

  • Transformação da área em RPPN: Após a venda de 50% dos criptoativos lançados ao mercado a área é transformada em Reserva Particular do Patrimônio Natural.

CRIPTAM inaugura uma nova forma de preservação da biodiversidade, aliando a tecnologia às melhores práticas de ESG. Permitindo que o mundo tenha a oportunidade de apoiar!

2 respostas em “O que é e como funciona a CRIPTAM?”

Fique atenta, Bruna. No dia 22/04, data em que comemoramos o Dia Mundial do Planeta Terra será realizado o lançamento da CRIPTAM e você poderá ter um pedaço da Amazônia preservado com você.

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